Nesse tipo de interação gênica, dois
ou mais pares de genes apresentam seus efeitos somados, em relação
a um mesmo caráter, de maneira a ocasionar a manifestação de um
fenótipo em diferentes intensidades. O termo herança quantitativa
sugere que a expressão fenotípica depende apenas da quantidade
de genes dos diferentes pares alelos atuam da mesma forma, no
sentido de reforçar a intensidade do fenótipo considerado. QUANTO
MAIS ALELOS SÃO ACRESCIDOS AO GENÓTIPO MAIOR A VARIAÇÃO FENOTÍPICA
NOTADA, SEGUINDO-SE UMA CURVA NORMAL DE DISTRIBUIÇÃO.
A coloração da pele humana constitui
um ótimo exemplo de herança quantitativa. Podemos, simplicadamente,
considerar que dois pares de genes condicionam a produção de melanina,
pigmento escuro, cuja quantidade determina a coloração apresentada
pela pele. Chamando os genes A e B de dominantes, em relação aos
seus respectivos alelos a e b (recessivos), e considerando que
A e B condicionam a síntese de melanina, conclui-se que quanto
maior o número de genes dominantes em um indivíduo, mais escura
será a coloração da sua pele. Veja a tabela a seguir:
Observe que a presença de quatro genes
dominantes determina o surgimento de indivíduos de pele negra;
a presença de três genes dominantes acarreta o aparecimento de
mulatos escuros; com dois genes dominantes o indivíduo será mulato
médio; com apenas um gene dominante, será mulato claro; e a condição
para ter a pele branca é a ausência de genes dominantes. Logo,
o fato que determina a expressividade do caráter é a quantidade
dos genes e não a sua qualidade: a expressividade do caráter pele
escura diminui à medida que diminui a quantidade dos genes dominantes.