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Por que acentuamos as palavras?


Os acentos existem em nossa língua, têm sua lógica e devem ser usados. O professor Pasquale Cipro Neto inicia este módulo do programa lembrando o que é uma palavra oxítona.

Palavra oxítona é aquela cuja sílaba tônica é a última. Exemplo: café.

Paroxítona é aquela palavra cuja sílaba tônica é a penúltima. Lata, por exemplo.

A exclusão é a lógica das regras de acentuação. Acentua-se o que é mais raro.

Todas as paroxítonas terminadas em R são acentuadas e, portanto, nenhuma oxítona terminada em R deve ser acentuada. Neste caso, basta lembrar que todos os verbos são terminados em R, falar, beber, bater, ouvir, chorar, comer. Todos são palavras oxítonas.

Quanto às proparoxítonas veja o exemplo que Chico Buarque nos traz em "Construção".

"Amou daquela vez como se fosse a ÚLTIMA
Beijou sua mulher como se fosse a ÚLTIMA
E cada filho seu como se fosse o ÚNICO
E atravessou a rua com seu passo TÍMIDO

Subiu a construção como se fosse MÁQUINA
Ergueu no patamar quatro paredes SÓLIDAS
Tijolo com tijolo num desenho MÁGICO
Seus olhos embotados de cimento e LÁGRIMA"

O professor Pasquale chama a atenção para os versos, que terminam sempre em palavras proparoxítonas, ou seja, aquelas cuja sílaba tônica é a antepenúltima.

É o caso de última, único, tímido, máquina, sólidas, mágico, lágrima e ótimo. As proparoxítonas são as palavras mais raras da nossa língua, por isso todas são acentuadas.

Chico Buarque teve muito trabalho para escolher, entre palavras que já são raras, aquelas que coubessem nos seus versos. O professor termina o módulo afirmando que o sistema de acentuação da nossa língua é muito bem feito. Resta a você seguir as regras e não ter preguiça de acentuar.


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