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É importante concordar!


"Cabe dez"... "falta vinte"... "sobrou trinta"... "as mina"...
"teus cabelo é da hora"... "eu quero vinte pão"... "isso custa cinco real"...

Não é novidade para ninguém que o brasileiro, quando fala, não dá muita importância à concordância. A nenhum tipo de concordância! Cometer erros de concordância na fala do cotidiano é muito comum, mas no texto formal é necessário que a concordância esteja absolutamente rigorosa.
Vamos a um trecho da canção "Música Urbana", do Capital Inicial:

"Tudo errado, mas tudo bem.
Tudo quase sempre como
eu sempre quis.
Sai da minha frente, que
agora eu quero ver.
Não me importam
os seus atos
,
eu não sou mais
um desesperado.
Se eu ando por
ruas quase escuras,
as ruas passam"

Você notou como o letrista fez a concordância: "não me importam os seus atos". Os atos não têm importância, portanto eles não importam. A concordância está correta, o que é exigível ao menos na língua formal. É desejável que a gente acerte a concordância no cotidiano também. Basta concordar verbo e sujeito. "Atos" está no plural, então é óbvio que o verbo também deve estar no plural: "importam". Acerte a concordância você também.


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