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Pronome relativo e expressões expletivas


Você já deve ter ouvido muita gente falar "não foi eu". Acham que o "foi" vale para qualquer caso. Não é bem assim.

Para ilustrar essa questão o professor Pasquale busca referência na música "Foi Deus que fez você", de Luiz Ramalho.

"... Foi Deus que fez o céu...
Foi Deus que fez você...
Foi Deus..."

"Foi Deus que fez". Porque "foi"? Porque Deus é 3ª pessoa, Deus é igual a "ele" e "ele foi".
Agora, não é cabível dizer "Eu foi". Logo, "não foi eu" está errado. O correto é:

"não fui eu", "não fomos nós"

O verbo que vem depois da palavra "que" também deve concordar com a palavra que vem antes. Portanto, "Fui eu que fiz" ( eu fui, eu fiz),"Fomos nós que fizemos", "Foram eles que fizeram".

Outra coisa que você não deve confundir é o caso da expressão expletiva "é que", que é fixa. A cancão "Só nós dois", de Joaquim Pimentel, pode ilustrar muito bem.

" Só nós dois é que sabemos
o quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém..."

A expressão "é que" é fixa. Nunca diga "São nessas horas que a gente percebe". O correto é dizer:

"Nessas horas é que a gente percebe"
"É nessas horas que a gente percebe"

"É que" é uma expressão de realce, fixa e fácil de ser percebida. Pode, também, ser eliminada.
Veja os exemplos:

"Só nós dois é que sabemos" - "Só nós dois sabemos"
"É nessas horas que a gente percebe" - Nessas horas a gente percebe".

A expressão "é que", expletiva, pode ser perfeitamente eliminada sem prejuízo da estrutura frasal.


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