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Mulas-sem-cabeça / Pés-de-moleque


Vamos relembrar. Palavra composta é aquela que resulta da fusão de duas ou mais palavras. Algumas podem surpreender: "planalto", por exemplo, é resultado da soma de ""plano" e "alto", e "petróleo" resulta da soma de "pedra" e "óleo". "Planalto" e "petróleo" são palavras compostas, como "couve-flor" e guarda-chuva".

Veja este trecho da letra de "Anjo de mim", canção de Ivan Lins e Vítor Martins:

"Anjo de mim
Me faz amor
Abraçadinho
Meu coração
Começo e fim
Meu pôr-de-mim"

Observe que o poeta Vítor Martins, autor da letra, criou a expressão "pôr-de-mim". Lembra "pôr-do-sol", que por sua vez aparece na canção "Lilás", de Djavan:

"... Raio se libertou
Clareou muito mais
Se encantou pela cor lilás
Prata na luz do amor
Céu azul
Eu quero ver o pôr-do-sol
Lindo como ele só
E gente pra ver e viajar
no seu mar de raio"

Como fica o plural de palavras compostas, como "pôr-de-mim", "pôr-do-sol", "mula-sem-cabeça", "pé-de-moleque" etc? Todas essas palavras são substantivos compostos com preposição entre as duas palavras que os formam. Bem, para formar o plural, basta que se flexione apenas o primeiro elemento:

mulas-sem-cabeça
pés-de-moleque
pores-do-sol
pores-de-mim

Cuidado com um detalhe: o verbo "pôr" tem um acento diferencial. Já o plural do verbo substantivado, "pores", não leva o acento.


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