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Atividades de linguagem e estilo

7. Coerência e lógica

Raciocínio indutivo e dedutivo

O nosso pensamento funciona basicamente por dois tipos de raciocínio.

INDUÇÃO — Parte ao todo

DEDUÇÃO — Todo à parte

Imagine que certo dia, visitando um país estrangeiro, você conhece uma loja de "frifru" (sem saber o que isso significa), e percebe que ela vende guarda-chuvas; no dia seguinte, ao ver uma outra loja de "frifru", você poderá induzir que esta também vende guarda-chuvas. Se você fizer uma pesquisa em todas as lojas de "frifru" existentes e descobrir que todas vendem guarda-chuvas, sempre que encontrar uma qualquer dessas lojas poderá deduzirque ela também vende guarda-chuvas.

A indução é o raciocínio próprio aos investigadores (criminais, por exemplo) e cientistas pesquisadores.

A dedução é uma forma mais segura de raciocinar, porque ela é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos. Por isso, é possível transformá-la numa espécie de fórmula, que nos permite avaliar mais facilmente se determinado raciocínio foi realizado de maneira correta. Essa fórmula é conhecida como silogismo.

Não é por ser mais seguro que nós só empregaremos o raciocínio dedutivo. Quando nos faltam informações (como os dados concretos para os cientistas, ou as pistas de um crime para o detetive), temos necessariamente de empregar o raciocínio indutivo. Imagine, por exemplo, que um médico pesquisador ache que descobriu um remédio que cure a AIDS (ou outra enfermidade qualquer). Ele não pode afirmar que seu remédio funciona sem testá-lo. Para isso, ele deverá ministrar o medicamento a um certo número de doentes. Se ele tratar de 100 doentes com seu remédio, e todos ficarem curados, ele poderá induzir que encontrou a cura para a AIDS. Não se trata de dedução porque ele fez a experiência em apenas 100 doentes, e não em todos os milhões do mundo todo. Trata-se de uma legítima indução porque é possível imaginar que um grande número de outros pacientes também possa se curar, ainda que a tentativa falhe para alguns.

O silogismo

O silogismo é uma espécie de fórmula que representa o raciocínio dedutivo. Ele é formado por três enunciados:

  1. Premissa maior (a que contém a totalidade que se conhece)
  2. Premissa menor (a que menciona uma parte daquela totalidade)
  3. Conclusão

Exemplo:

1. Todo homem é mortal.

2. Sócrates é homem.

3. Sócrates é mortal.

Para analisarmos um silogismo, precisamos verificar se ele atende a duas condições:

  • é válido
  • é verdadeiro

Um silogismo válido é aquele formalmente correto. Se A=B e B=C, logo A=C. Sabemos que o formato está correto, independentemente de saber o que é "A", "B" ou "C".

Um silogismo verdadeiro é um silogismo válido cujas premissas são verdadeiras.

Por esses critérios, percebemos que o silogismo do exemplo é válido e verdadeiro.

Outros silogismos comentados:

Todo vevé é jajá.
Eu sou vevé.
Eu sou jajá.

Esse silogismo também é válido, ainda que não saibamos o significado de vevé e jajá. No primeiro caso, como sabemos que as premissas são verdadeiras, sabemos que a conclusão é verdadeira. Nesse segundo caso, porém, sabemos apenas que o raciocínio é válido; como não sabemos se as premissas correspondem à verdade, não podemos afirmar que a conclusão seja verdadeira.

Todo pobre pode estudar.
Joãozinho é pobre.
Joãozinho pode estudar.

Esse silogismo é válido, porque empregou um raciocínio correto. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também será. Sabemos, porém, que, em nossa realidade, infelizmente a primeira premissa não corresponde à verdade. Dessa forma, a conclusão não é necessariamente verdadeira.

Todo homem é mortal.
O cão é mortal.
O cão é homem.

Nesse silogismo, o erro do raciocínio - que é inválido - consistiu em se considerar que, se todo homem é mortal, então todo mortal é homem, o que evidentemente não éÿSMB


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